As mudanças na sociedade e o avanço tecnológico trouxeram à tona novos paradigmas para o processo de ensino-aprendizagem. A adoção de metodologias ativas no ensino superior vem ao encontro de uma necessidade do mercado de trabalho, do próprio negócio das IES, que precisam ampliar a captação de alunos, e do estilo de vida da atual geração de estudantes altamente conectada a dispositivos digitais.

A tecnologia proporciona a integração de todos os espaços e tempos. O processo de ensino-aprendizagem acontece numa profunda interligação simbiótica entre o que chamamos mundo físico e mundo digital. Os muros da universidade são quebrados e o espaço para o conhecimento estende-se. Uma sala de aula ampliada, que se mescla, hibridiza constantemente (Moran, 2015).

Trata-se de uma tendência para a modernização das universidades, tanto no âmbito social quanto do próprio mercado de trabalho, e é imprescindível entre as ações para melhorar o desempenho dos alunos.

Neste post, vamos apresentar a você um panorama sobre as metodologias ativas no ensino superior. Sua aplicação está mais atual do que nunca e elas têm contribuído substancialmente para o desenvolvimento de uma educação superior mais eficaz.

O que são metodologias ativas?

Os primeiros indícios de uma postura pedagógica que instigava o protagonismo do aluno como mola propulsora da aprendizagem surgiram pelo fim do século XIX.

À época refletia-se sobre “destronar” o professor e conferir ao aluno o papel de agente em sua própria aprendizagem. O aprendente seria o carro-chefe em detrimento do ensinante ou, ainda, o puerocentrismo substituiria a magistrocentrismo (Araujo, 2015).

Com a descentralização da sala de aula e a rapidez no alcance de informações, percebeu-se que era possível implementar metodologias para ampliar a retenção do conhecimento e promover a autonomia intelectual dos estudantes.

O processo de comunicação entre alunos e professores se altera drasticamente. O professor precisa se comunicar de maneira mais estreita e efetiva, também por meio da tecnologia, a fim de garantir a interação com todos os estudantes, individualmente e em grupo (MORAN, 2015).

Graças a essa alteração significativa na relação aluno-professor, na qual o mestre assume a mediação e a orientação, o processo avaliativo também é amplamente modificado.

Em vez de provas classificatórias, com o objetivo de penalizar o aluno que vai mal ou dar mérito a quem acerta, a avaliação ressurge como um processo abrangente e contínuo de colaboração para um aprendizado real.

Passa ter a função de permitir feedbacks efetivos que incentivem os alunos a trabalhar no sentido de desenvolver os seus próprios objetivos acadêmicos no sentido da autorregulação da sua aprendizagem (Robinson, 2011; Gibbs e Simpson, 2004; Veiga, Margarida e Flores, 2006).

Do ponto de vista dos professores, esse retorno do aprendizado possibilitado pelas metodologias ativas contribui com veemência para diagnósticos reais de quanto o conhecimento está sendo realmente absorvido pelos estudantes.

Um feedback eficaz também facilita a transição da escola para o mundo do trabalho (Poulos e Mahony, 2008), algo pretendido pelas IES, uma vez que o objetivo das universidades é formar profissionais de excelência capazes de lidar com as mais complexas situações e com poder de decisão.

Tipos de metodologia ativa

De acordo com o National Training Laboratories (Washington, EUA), quando o ensino acontece por meio das metodologias ativas, ou seja, o aluno aprende por meio da exploração dos conteúdos, a retenção chega a 90%.

Por outro lado, quando o ensino é feito por meio de aulas expositivas ou leitura de artigos ou livros, esse alcance não passa de 20%.

Com o advento das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC), a dinâmica da sala de aula tem sido consideravelmente alterada. A integração das TDIC nas atividades pedagógicas tem proporcionado o chamado blended learning ou ensino híbrido, sendo que a sala de aula invertida é uma das modalidades mais utilizadas tanto no ensino básico quanto no superior (Valente, 2014).

O blended learning ou ensino híbrido

O ensino híbrido foi um termo originado do inglês blended learning (ensino misto, combinado misturado). Nesse sistema de ensino-aprendizagem os conteúdos são ofertados aos alunos parte a distância ou parte presencial.

Nesse modelo de educação formal o aluno divide seu tempo de estudo com atividades e conteúdos que utilizam recursos online, como plataformas de e-learning, e em atividades que ocorrem dentro da sala de aula.

Obrigatoriamente, o momento presencial deve contar com a supervisão do professor, valorizar as interações interpessoais e ser complementar às atividades online, de maneira que o processo de ensino-aprendizagem seja mais eficiente, interessante e personalizado (Valente, 2014).

Staker e Horn (2012) classificam os quatro modelos mais utilizados para a aplicação do ensino híbrido. São eles (tópicos baseados em Valente, 2014):

  • flex: neste modelo, o alicerce é o conteúdo e as instruções trabalhadas pelo aluno por um canal de distribuição online. O que é flexível e adaptável corresponde ao apoio do professor no momento presencial, que varia de uma pequena ajuda até uma ampla supervisão;
  • blended misturado: o aluno opta por realizar uma ou mais disciplinas de maneira totalmente virtual a fim de complementar as disciplinas presenciais. Isso costuma acontecer quando o currículo presencial atende a quase todas as necessidades do aluno, que recebe apenas conteúdos complementares de forma online;
  • virtual enriquecido: é o contrário do blended misturado. O aluno realiza a maior parte das disciplinas virtualmente e pode participar de algumas atividades presenciais. Experiências em laboratório ou cursar alguma disciplina no campus da faculdade são duas possibilidades;
  • rodízio: esse modelo permite ao aluno circular entre as várias modalidades dentro da sala de aula ou virtualmente. A sala de aula pode ser dividida em estações de aprendizagem (incluindo a online), grupos de projetos, atividades em laboratórios e outros espaços do campus, rodízio individual em salas específicas com horários preestabelecidos e, por fim, a sala de aula invertida — que merece destaque aqui.

Flipped classroom

Conhecida em português como sala de aula invertida, a proposta não uma novidade. Apareceu pela primeira vez na Miami University (Ohio, EUA) numa disciplina de Microeconomia em 1996. Em 2000, os professores Maureen J. LageGlenn J. Platt e Michael Treglia cunharam o termo inverted classroom (sala de aula invertida).

Os professores perceberam que o ensino expositivo tradicional não era compatível com o estilo de aprendizagem de alguns alunos. Cada estudante possui um perfil de aprendizado que muitas vezes não condiz com a forma como muitas gerações passaram pelos bancos escolares.

Ainda sem os recursos tecnológicos de hoje, os alunos foram incentivados a se prepararem para as aulas lendo artigos, assistindo a vídeos com palestras ou materiais em Powerpoint. Depois, reunidos, eram trocadas experiências e o professor os instigava à discussão.

Hoje, porém a tecnologia está a favor do aprendizado. A flipped classroom é a versão moderna da sala de aula invertida. Os conteúdos serão disponibilizados ao aluno num ambiente virtual de estudos, por intermédio do qual ele vai acessá-los e se preparar para o encontro presencial.

Uma vez junto ao professor, esses conteúdos teóricos previamente estudados servirão de embasamento para a prática. Os alunos serão engajados em atividades de resolução de problemas, experiências em laboratórios, discussões em grupo. A criatividade do professor é o limite.

Peer Instruction

Numa tradução literal, Instrução aos Pares foi um método que surgiu na Universidade de Harvard (Massachusetts, EUA) por iniciativa do físico Eric Mazur. O objetivo é incentivar que o aluno estude fora da sala por meio de material previamente disponibilizado pelo professor.

Uma vez tendo se apropriado dos conteúdos, os alunos respondem a questionamentos via Learning Management System (LMS, Sistema de Gerenciamento de Aprendizagem em tradução livre), ou seja, uma plataforma e-learning.

De posse dos resultados, o professor vai analisar quais são as questões com maiores dificuldade para trabalhá-las em sala de aula. No decorrer do encontro presencial, cada discussão será intercalada com Concept Tests (Testes de Conceito), a fim de que novas dificuldades sejam expostas.

Esses testes são respondidos  com a participação de toda a classe. É utilizado um sistema tipo clicker, que permite a todo o grupo acompanhar a discussão e observar as dificuldades expostas.

Os pontos com menor acerto voltam a ser discutidos de maneira mais aprofundada, podendo ser utilizados grupos menores. Responde-se novamente ao questionamento e o professor debate a resposta correta.

Este método obriga os alunos a desenvolverem o pensamento crítico e possibilita a avaliação do aprendizado tanto pelo aluno quanto pelo professor antes mesmo de serem encerradas as atividades de aula daquele dia.

Project Based Learning (PBL)

Em português, chama-se Aprendizado Baseado em Projetos. Às vezes é encontrada a expressão Problem Based Learning (Aprendizado Baseado na Resolução de Problemas). Os preceitos de cada metodologia são os mesmos: o aluno é o centro do ensino e a aprendizagem colaborativa e participativa.

A diferença é que o foco do primeiro é o desenvolvimento de projetos, já o segundo está centrado, obviamente, na solução de problemas propostos.

Embora não exista uma data correta para dizer quando surgiu essa metodologia de aprendizado, especialistas afirmam que já existia alguma movimentação nesse sentido na década de 1970.

Trata-se de um trabalho investigativo longo, a partir da proposição de uma pergunta de alta complexidade ou desafio. De posse dessa premissa, será iniciado um trabalho profundo de pesquisa, formulação de hipóteses, busca por recursos, organização das etapas de resolução até se chegar ao produto final ou conclusão.

A tecnologia vem como forma de enriquecer o processo, já que além das ferramentas à disposição dos professores e alunos, existe a liberdade de incrementar as descobertas por meio da utilização de formatos multimídia diversos, especialmente no momento da apresentação dos resultados.

Num exemplo prático, o professor lança uma pergunta motivadora em sala de aula e averigua, após discussão instigante, o quanto foi absorvido. Em seguida, o desafio é apresentado e os alunos tornam-se “especialistas” naquele assunto. Deverão ir atrás de fontes variadas para construir seu raciocínio.

Na sequência, organizam todas as competências adquiridas no processo de estudo para a criação do projeto — um objeto familiar aos alunos, conforme a proposta do curso (pode ser desde um filme até a construção de um protótipo de robô). Mentores podem ser designados para melhor organizar o processo.

Acontecem novas discussões e a pergunta inicial finalmente é respondida por meio do trabalho realizado. Após isso, o professor avalia se os objetivos foram alcançados.

Gamificação

Outra estratégia bem-sucedida é a gamificação (do inglês gamitification). O termo foi cunhado em 2002 por Nick Pelling, um inventor e especialista em programação britânico.

Pelling teve a ideia de aplicar conceitos e ferramentas do mundo dos videogames e jogos eletrônicos para motivar pessoas a resolverem problemas e situações no mundo real. A partir de 2010, disseminou-se pelo mundo e está sendo muito usada tanto no meio acadêmico quanto empresarial.

Com os aplicativos para dispositivos móveis (apps) em alta, a utilização desses apps para o desenvolvimento de conteúdos pedagógicos tem sido uma saída interessante para garantir maior engajamento dos alunos. Os aplicativos corroboram a ideia do EaD ou mesmo do blended learning: o aluno flexibiliza seu tempo e estuda de onde estiver.

A ideia é que a plataforma de aprendizado ou app conduza o aluno a um desafio. Um exemplo prático é que o aluno seja recompensado com a conclusão de cada nível no aprendizado.

Ao terminar uma “fase”, ele pode conseguir destravar para novos conteúdos ou ganhar pontos.

Também é possível transformar essas recompensas em prêmios reais. O aluno que tiver melhor desempenho nos games acadêmicos pode até ganhar bolsas de estudos ou outro tipo de mérito que a universidade queira promover.

Toda transição é um processo inclusive de mudança de valores individuais. Por isso, é importante compreender por que o ensino tradicional é insuficiente para abrigar as crescentes demandas da sociedade atual e do mercado de trabalho.

E a universidade tem um papel fundamental nessa transformação paradigmática de interagir e trabalhar com o conhecimento (Gemignani, 2012).

Confira no quadro a seguir uma breve comparação entre o modelo tradicional de educação e a metodologia ativa, os papéis de alunos e professores e respectivas vantagens e desvantagens:

Ensino Tradicional Metodologia Ativa
Princípios metodológicos gerais Pedagogia.

 

Utiliza com adultos conceitos adotados desenvolvidos para crianças, sem reconhecer a peculiaridade de cada grupo.

Andragogia.

 

Reconhece a diferença no aprendizado de adultos e procura fundamentar a aplicação da técnica adequada para essa faixa etária.

Possibilidade de atingir a excelência Restringe-se quase sempre ao conhecimento cognitivo e à demonstração de habilidades. Estimula a construção de estratégias para atingir os objetivos pretendidos, chegando à excelência.
Métodos disponíveis Aulas teóricas ou atividades práticas no próprio local de atuação do professor com supervisão deste. Inúmeros métodos disponíveis, que variam em complexidade e custo.

 

A combinação desses métodos estreita o espaço entre a sala de aula e a verdadeira atuação profissional.

Papel Docente Ativo.

 

Transmissor de informações, expositor de conteúdos.

Interativo.

 

Tem o papel de tutor, interagindo com os alunos quando necessário, de maneira a facilitar o aprendizado.

A atenção é redobrada para dar conta de atender todos com qualidade. Trabalho bem maior.

Papel do Aluno Passivo.

 

Procura absorver o maior número possível de informações e muitas vezes não encontra espaço para críticas e discussões.

Ativo.

 

É o agente na construção do próprio conhecimento.

Sob orientação correta, consegue exercer a atitude crítica e a tomada de decisões.

Vantagens Pouco trabalho para o docente.

 

Envolve grandes grupos.

Custo geralmente baixo.

O objetivo é entregar ao aluno todo o conteúdo de um tópico.

Ao se trabalhar com pequenos grupos, a interação aluno-professor é favorecida. É possível reconhecer as necessidades individuais de cada estudante.
Desvantagens Avaliação pouco diversificada e classificatória.

 

Não se sabe com exatidão se o aluno aprendeu com profundidade.

O tempo de preparação do docente é substancialmente maior, tanto para as aulas como no processo de avaliação, deixando o trabalho exaustivo para o docente.

 

Requer atuar em pequenos grupos para atingir os objetivos.

Além de transmitir todo o conteúdo, precisa selecionar o que será trabalhado exaustivamente.

Fonte: Medicina (Ribeirão Preto) 2014;47(3):284-92. http://revista.fmrp.usp.br

Quais instituições de ensino tiveram sucesso na implementação?

Várias áreas do conhecimento estão documentando resultados positivos com a implantação de metodologias ativas na universidade, tanto para alunos e professores quanto para a própria instituição.

O vice-presidente da ESPM, Alexandre Gracioso, afirmou que o engajamento dos alunos cresceu dentro da sala de aula após a adoção do PBL. “Passamos a fazer medições na escola para avaliar o sucesso da iniciativa. Percebemos que a participação dos alunos em sala de aula cresceu cerca de 25%”.*

Já a faculdade Una Bom Despacho, localizada no centro-oeste mineiro, espelhou-se no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA). Foi uma das primeiras IES brasileiras a adotar a sala de aula invertida.

Para tanto, modificou sua infraestrutura para abrigar essas atividades, deixando o modelo de classe convencional. “A capacidade média das salas de metodologias ativas é de 90 alunos, como acontece nas melhores universidades do mundo, incluindo Harvard”, explicou o diretor acadêmico Gustavo Hoffman.*

Já o Centro Universitário Salesiano de São Paulo apostou no Peer Instruction como forma de quebrar a monotonia das aulas expositivas e garantir maior interação entre professores e alunos, adequando-se às necessidades estruturais e de recursos tecnológicos para a aplicação das aulas.

Para a professora do UniSal, Ana Valéria Sampaio de Almeida Reis, “ao proporcionar oportunidades para que o aluno discuta os conceitos em sala de aula, a PI [Peer Instruction] permite que aprenda com os seus pares.”*

No caso das faculdades de medicina, uma portaria do MEC de fevereiro de 2013 aprovou a utilização de metodologias ativas tradicionais para a formação dos estudantes, substituindo parcial ou integralmente os modelos tradicionais.

Uma pesquisa (D’Maria; Leal, 2017) analisou 101 faculdades (52 privadas e 49 públicas) e constatou que as escolas de Medicina ainda estão passando por uma fase de transição. Aproximadamente 30% das escolas entrevistadas utilizam parcial ou integralmente as metodologias ativas, e dessas mais de 60% são privadas.

Que desafios precisam ser enfrentados na sua IES?

A implantação das metodologias no ensino superior é uma tendência do século XXI. No entanto, sua aplicação ainda enfrenta diversos desafios.

A solução para o sucesso das metodologias ativas depende não apenas de corretos investimentos em infraestrutura e tecnologia, mas também da conscientização de professores e alunos quanto à importância dessa renovação do processo de ensino-aprendizagem.

Treinamento de docentes

Como o papel do docente e a rotina de aula se alteram significativamente nesse novo modelo de ensino, é necessária profunda capacitação profissional. Isso exige total familiaridade com os recursos digitais disponíveis para as atividades e o desenvolvimento de habilidades emocionais.

O professor deve aprender a ser receptivo a críticas e sugestões dos alunos, bem como lidar com as adversidades decorrentes dessa nova configuração de ensino.

Para tanto, é dever da instituição oferecer todo o suporte para atendimento das dúvidas do professor, tanto para o uso adequado das tecnologias quanto para tornar a aplicação das atividades e a relação interpessoal com os alunos mais proveitosa.

Adaptação de discentes

Embora as gerações atuais estejam adaptadas ao uso dos dispositivos digitais, no Brasil ainda prevalece o ensino tradicional. Essa visão passiva da sala de aula também demanda trabalho de conscientização do aluno para os benefícios das metodologias ativas, a fim de diminuir a resistência.

No caso dos ingressantes, a universidade precisa apoiar o aluno na trajetória do ensino médio ao superior. É preciso reeducar o estudante desde a entrada na graduação sobre sua postura no processo de ensino-aprendizagem, trabalhando principalmente sua autonomia e a relação interpessoal com professores e demais colegas.

Aplicação em EAD

O investimento na área de TI garante a criação de um ambiente de estudos personalizado, com plataformas digitais adaptadas a qualquer dispositivo (PC, celulares, tablets), a fim de que deficiências tecnológicas não limitem o aprendizado. Esse departamento também é responsável pelo suporte a estudantes e professores.

Além disso, para aumentar a facilidade de acesso e incrementar as atividades no campus, a IES precisa ter conexão com a internet em todas as suas dependências, inclusive com a implantação de Wi-Fi livre em todos os ambientes.

Estrutura de custos

Sem dúvida, a implantação das metodologias ativas demanda alto investimento por parte da IES. Toda a infraestrutura (salas de aula específicas, laboratórios, mobiliário e os próprios aparatos tecnológicos) precisa estar de acordo com a nova rotina.

Para tanto, melhorar a gestão financeira é parte do contexto, já que o orçamento também precisa ser adequado aos novos objetivos da IES e garantir a funcionalidade da aprendizagem ativa.

Por fim, também deve ser realizado investimento nos recursos humanos. A aplicação das metodologias ativas demanda alto esforço por parte do professor, já que o processo de avaliação implica um contato muito mais estreito com a produção dos alunos.

Uma equipe de apoio deve auxiliar o professor a fim de se evitar falhas que venham a prejudicar o andamento das atividades. A equipe pode incluir secretariado, assistentes de coordenação e até mesmo outros docentes para dividir a tutoria dos alunos. O número de produções aumenta e há relatos de estresse por parte de docentes para vencerem a demanda de tarefas realizadas, portanto, a contração de novos professores pode ser necessária no período de transição.

 

O resultado positivo das metodologias ativas no ensino superior demonstra que a inovação precisa estar no currículo da IES. Uma sociedade dinâmica precisa ter instituições de graduação à frente do seu tempo, que saibam dialogar com as novas gerações estudantis e possibilitar a elas um ensino de excelência.

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