A partir de 2004, com a implementação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – Sinaes, a Educação Superior passou (e tem passado) por mudanças significativas, sempre com o objetivo de aperfeiçoamento e qualificação das Instituições de Educação Superior (IES) e de seus respectivos cursos.

Nesse cenário, as Instituições de Ensino Superior (IES) necessitam, a cada momento, se renovar e se adequar às necessidades dos alunos, às expectativas do mercado de trabalho, bem como atender às exigências dos órgãos competentes, como por exemplo, o Ministério da Educação.

São diversos os desafios a serem enfrentados por uma IES. No âmbito privado, tais desafios estão relacionados, por exemplo, com a necessidade de oferecer ensino de qualidade e com a necessidade de ser reconhecida no mercado e de captar e formar alunos.

Os desafios do ensino superior se tornam ainda mais contundentes em tempos de crise no cenário nacional, quando as instituições educacionais (não apenas as de ensino superior) sofrem com cortes de verbas e programas do governo, diminuição da disponibilidade de recursos para financiamento estudantil, evasão de alunos, inadimplência, aumento da taxa de desemprego, dentre outros problemas.

Além disso, a oferta crescente de cursos na modalidade Educação a Distância (EaD) também é uma preocupação para IES que atuam exclusivamente no modelo presencial, uma vez que isso aumenta a concorrência e, consequentemente, torna o mercado ainda mais acirrado e competitivo.

Se você está preocupado com o que pode acontecer nesse cenário, leia este post sobre os principais desafios da Educação Superior no Brasil.

1. Superar os problemas de evasão escolar

 

Motivada por diversos fatores, como desinteresse dos alunos, falta de qualidade no ensino e até mesmo as deficiências da própria estrutura educacional brasileira, a evasão escolar é um dos grandes problemas enfrentados pelas IES, conforme Censo da Educação Superior de 2016, apresentado por MEC/INEP, apresentada no último mês de Agosto.

O desinteresse dos estudantes, por exemplo, é provocado também pela atual defasagem observada na educação básica, que faz com que muitos alunos, ao ingressarem na educação superior, encontrem dificuldades para compreender e acompanhar a(s) disciplina(s) com conteúdos crescentemente mais complexos. Desmotivados e sem suporte, esses estudantes preferem abandonar o curso.

Uma estratégia que pode ser utilizada pela IES é valorizar o conhecimento prévio do aluno e incentivá-lo a participar de atividades extraclasse, como as monitorias ou meios complementares de estudo a distância. Assim, ele aprende ajudando outros alunos.

2. Reverter os altos índices de inadimplência

 

Em tempos de crise, muitas pessoas estão desempregadas ou têm que realizar cortes nos gastos mensais, situação que as obriga a “abrir mão” de seus estudos ou impede que consigam arcar com as mensalidades, colocando-as em uma situação de constante inadimplência.

As IES precisam entender que esses obstáculos já fazem parte do dia a dia, mas que são superáveis como quaisquer outros. Para não comprometer os estudos do aluno e nem perdê-lo, é necessário criar estratégias de negociação ou viabilizar concessão de bolsas parciais.

Também é possível criar programas (monitorias, assistência ao aluno, plantão de dúvidas, assistência de laboratório etc), por meio dos quais o aluno possa contribuir com as atividades da IES como um todo ou de uma disciplina ou curso específicos e, em contrapartida, receber uma bolsa com auxílio financeiro para exercer tais atividades ou até mesmo simples descontos nas mensalidades.

Medidas compensatórias e preventivas podem ser adotadas pelas IES, como: políticas de estágio, divulgação de vagas, orientação profissional, capacitações voltadas para a empregabilidade e empreendedorismo.

3. Adequar-se aos requisitos do Sistema Federal de Ensino

 

Indicadores de mensuração quantitativa e qualitativa da educação superior são essenciais para as IES. O ENADE, estabelecido pelo SINAES, é um dos instrumentos mais relevantes para avaliação do atendimento dos requisitos do Sistema Federal de Ensino.

Uma boa avaliação no ENADE pode proporcionar às IES uma boa visibilidade diante dos alunos e do público em geral. E ter uma imagem positiva e de destaque é algo que, com certeza, atrai outros estudantes, visto que a incerteza do futuro e a necessidade de conseguir um emprego estão entre as maiores preocupações de quem está decidindo se vai ou não para a faculdade.

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4. Implementar a gestão da inovação

 

Inovação é um desafio que nenhuma IES pode ignorar. É imprescindível que a gestão esteja atenta às novidades que surgem no mercado e que podem otimizar sua metodologia de ensino, principalmente aquelas relacionadas às áreas tecnológicas.

Para se aplicar a gestão da inovação é necessário que a organização inove de maneira sistemática, em um processo contínuo e permanente de produção de inovações, conforme à sua natureza, forma, abrangência, intensidade, propósito, uso de sistemas, métodos e ferramentas.

As práticas voltadas para a inovação contribuem – e muito – para catalisar o processo de aprendizagem do aluno, que não tem, geralmente, muito tempo para realizar suas atividades, sobretudo as de natureza burocrática e administrativa, como comparecer à secretaria para fazer matrículas/ pagamentos presenciais ou até mesmo para retirar ou entregar um documento. O ideal é que os procedimentos mais simples possam ser efetivados de casa ou do trabalho.

A gestão de inovação demanda, por exemplo, o estabelecimento de canais de relacionamento on-line, que é uma ótima ferramenta para agilizar a comunicação entre instituição e estudante, além de ser uma exigência do MEC, instituída pelo indicador 1.17 do IACG.

Procure também metodologias de ensino inovadoras e acessíveis aos estudantes e trabalhe, junto com o corpo docente, para a implementação de estratégias de ensino que estimulem o debate e o senso crítico e também o desenvolvimento de atividades práticas que consolidem a teoria.

5. Adotar tecnologia de ponta

 

Esse desafio impacta diretamente o anterior, visto que o uso da tecnologia, hoje, é essencial e obrigatória quando o tema é educação, pois está presente em praticamente todas as nossas atividades do dia a dia.

Um grande diferencial é uma IES equipada com laboratórios adequados, equipamentos e materiais atualizados, plataformas on-line.

Dessa forma, a tecnologia educacional se revela uma importante aliada no método de ensino e na diminuição da burocracia, pois a tecnologia pode  incrementar atividades pedagógicas e científicas, agilizar processos institucionais internos e contribuir para economia de tempo na resolução de questões rotineiras dos estudantes e da instituição.

6. Conquistar e fidelizar alunos

 

Captar novos alunos é um dos grandes desafios das IES, sobretudo para as particulares, devido à grande concorrência do mercado e à falta de interesse e dificuldades econômicas de grande parte dos estudantes brasileiros.

Para superar esse desafio, é essencial que a sua IES se destaque dentre as demais que atuam no mercado. Uma dica interessante é investir em cursos com diferenciais específicos, ter um leque diverso que atraia os mais diferentes tipos de estudantes e estabelecer parcerias com entidades que fomentem a implementação de um eficiente sistema de estágios.

Outra estratégia que pode auxiliar na captação de alunos é procurar estudar e avaliar o perfil dos estudantes concluintes do ensino médio e potenciais ingressantes do nível superior para, assim, identificar as necessidades desse público e oferecer propostas que atendam efetivamente às suas demandas, como: oferta de horários diferenciados dos oferecidos pela concorrência, opções de cursos semipresenciais ou EaD etc.

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