A modalidade de educação a distância (EAD) tornou-se importante no meio de aprendizagem em todo o país ao longo da última década. Hoje, são quase 4 milhões de matrículas em cursos totalmente on-line, semipresenciais ou livres (corporativos e não corporativos), que não se restringem à educação superior.

Entre os motivos para tal expansão, estão portarias do MEC, que facilitam a implantação de novos cursos, o avanço tecnológico, a oferta de conteúdos de igual ou superior valor em relação às modalidades presenciais e, por fim, o comportamento do público, cada vez mais digital. Na graduação, alguns cursos superiores, inclusive, superam as modalidades presenciais no conceito ENADE EAD, o que faz aumentar a confiança dos alunos ao optarem por essa modalidade.

Neste post, vamos mostrar um panorama da modalidade EAD no Brasil, explicar a relevância do ENADE — incluindo a avaliação dos cursos a distância— e apontar formas de medir o desempenho dos alunos. Acompanhe!

Um breve panorama EAD no Brasil

É possível afirmar que a EAD vive um bom momento. Segundo o último Censo da Educação Superior, o ano de 2016 registrou o aumento de 18,6% do total de matrículas em cursos superiores EAD. Isso significa quase 1,5 milhão de alunos na modalidade, superando, em larga escala, as matrículas presenciais, que ficaram praticamente estagnadas.

Em relação a 2005, ano da promulgação do decreto 5.622, que regulamentou o EAD no Brasil, esse número representa um salto de mais de 1.000% das matrículas. À época, pouco mais de 100 mil alunos estavam matriculados nessa modalidade.

A tendência é que os cursos EAD cresçam ainda mais, já que, no fim do ano passado, o MEC ampliou a oferta de cursos ao atualizar a referida lei. Contudo, esse número aumenta quando acrescentamos os cursos livres corporativos e não corporativos, que somam mais de 2,9 milhões de frequentadores, conforme aponta o Censo EAD 2016 da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED).

Quanto aos tipos de cursos ofertados, a ABED afirma que a maior parte dos cursos EAD regulamentados totalmente a distância é composta de especializações lato sensu (1.098). Na sequência, mas com larga distância, vêm os de nível tecnológico (235), os técnicos profissionalizantes (219) e as licenciaturas (210). As áreas mais procuradas, tanto na modalidade totalmente on-line quanto na semipresencial, são:

  • ciências humanas;
  • ciências sociais aplicadas;
  • ciências exatas e da terra;
  • turismo, hospitalidade e lazer;
  • desenvolvimento educacional e social;
  • engenharias;
  • ciências da saúde;
  • ciências biológicas.

Na graduação, os 10 cursos mais procurados, conforme o censo da ABED, são:

  • Pedagogia (25%);
  • Administração (13,7%);
  • Serviço Social (7,4%);
  • Ciências Contábeis (7,2%);
  • Gestão de RH (6,9%);
  • Educação Física (3,5%);
  • Processos Gerenciais (3,5%);
  • Logística (2,8%);
  • Letras (2,5%);
  • Gestão Pública (2,4%).

O aumento da qualidade em EAD também se reflete no conceito Enade EAD, que já pontua cursos com uma nota mais alta que na modalidade presencial. Inclusive, centenas de instituições foram pontuadas com notas 5 e 4 no Enade 2017, o que revela excelente engajamento dos alunos e ampla qualidade dos cursos.

Além da tecnologia e da demanda por cursos a distância, outros fatores contribuíram para esse crescimento. Um deles é justamente a questão financeira. Em razão da crise econômica, as IES precisaram se reinventar para garantir matrículas, baixando os preços das mensalidades e oferecendo maior qualidade.

Para o aluno, foi uma combinação perfeita: flexibilidade de horário, economia de tempo e dinheiro, bons professores e diplomas reconhecidos pelo MEC. Além disso, os programas de financiamento estudantil, como FIES PROUNI, estenderam-se à modalidade EAD, tornando-a mais atrativa ainda para quem deseja estudar.

A revelação do ENADE para as IES

Integrante do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), o ENADE é um dos principais termômetros de avaliação da qualidade dos cursos e das IES. Sozinho, equivale a aproximadamente 55% do Conceito Preliminar de Curso (CPC), indicador que influencia diretamente na renovação do reconhecimento dos cursos superiores.

Alguns rankings, como o RUF (Ranking Universitário Folha), também levam em consideração o Conceito ENADE para classificar as melhores IES brasileiras. Essas classificações têm amplo apelo midiático e são fundamentais para o marketing das instituições, tanto no momento da captação quanto de retenção dos alunos.

Dessa forma, é papel das IES conscientizar seus alunos EAD sobre a importância do exame e desenvolver estratégias para seu engajamento. Isso implica estreito acompanhamento de seu desempenho e a construção de uma relação de proximidade com a instituição.

A mensuração do desempenho dos alunos EAD

As plataformas de ensino e canais de comunicação permitem a criação de métricas para praticamente qualquer atividade dos usuários. A partir dessas ferramentas, é possível obter dados precisos de desempenho e desenvolver ações com foco em melhores resultados.

Veja algumas formas de medir o desempenho dos estudantes:

Frequência do aluno

Essa é a primeira das métricas a serem utilizadas. Com esse levantamento, a IES tem a informação de quem são os estudantes mais ociosos e consegue comunicar-se com eles para incentivar sua participação. É possível medir, por exemplo:

  • quantidade de acessos na semana;
  • tempo de permanência;
  • horários de maior acesso e dias de maior frequência
  • localização geográfica (com ferramenta de GPS);
  • tipo de dispositivo por onde é feito o acesso (PC ou móvel).

Engajamento nas atividades

Como apenas acessar a plataforma de estudos não significa participação genuína, toda a trajetória do aluno no ambiente virtual de estudos pode ser visualizada. No conjunto, é possível verificar o engajamento da turma e traçar estratégias que ampliem sua participação efetiva. Esses dados podem ser medidos da seguinte forma:

  • número de visualizações de textos, vídeos e podcasts;
  • tempo de permanência em cada conteúdo;
  • quantidade de participações em videoconferências, webinars, fóruns e chats;
  • número de mensagens de dúvidas (também podem ser incluídos e-mails e até contatos telefônicos);
  • realização de exercícios on-line;
  • pontualidade na entrega das tarefas;
  • qualidade das produções textuais;
  • desempenho em avaliações intermediárias e de final de módulo;
  • participação em encontros presenciais (se houver);
  • taxa de evasão do curso.

Tutorias on-line para aprendizado do aluno

O tutor tem o papel de ser a ponte entre a IES e os estudantes, e esses devem enxergar nele uma pessoa de confiança que está disposta a auxiliá-los a cumprir com sucesso sua trajetória até a formatura.

Quanto maior for o relacionamento do aluno com a tutoria on-line, melhor será sua orientação durante o curso. Inclusive, os tutores têm condição de implantar a cultura do ENADE e orientar os alunos a uma participação efetiva no exame. Além disso, a IES será capaz de conhecer problemas individuais que podem levar a um desempenho ruim ou mesmo à evasão.

 

Nesse momento de expansão do ensino a distância, sua IES precisa estar atenta às mudanças e garantir a máxima qualidade aos seus cursos. Por isso, os alunos devem ser levados a encarar o ENADE EAD com a mesma seriedade de um curso presencial.

Com o intuito de facilitar as IES na análise dos indicadores do MEC e do INEP, surgiu o Resultado ENADE, uma ferramenta desenvolvida pela Saraiva Educação. Acesse gratuitamente clicando aqui e simplifique sua maneira de enxergar dados essenciais para aumentar o desempenho de sua instituição.