Qual é a importância do engajamento de alunos para uma IES? Em meio à atual conjuntura do Brasil, conseguir o envolvimento genuíno dos estudantes na graduação é extremamente necessário.

Mantê-los alinhados com os pressupostos da gestão, interessados em extrair o máximo do conteúdo em sala de aula e envolvidos com as possibilidades da vida acadêmica ultrapassa a dinâmica educacional — é uma estratégia que contribui, inclusive, para a redução dos níveis de inadimplência nas IES.

Para entender melhor do que se trata o engajamento de alunos e como incentivá-lo na sua universidade, acompanhe este artigo.

O que é o conceito de engajamento estudantil?

No dicionário, engajamento é sinônimo de contratação, envolvimento, aliciamento. Em linhas gerais, isso significa que engajar um aluno é despertar e manter seu interesse na graduação, incentivando-o a adotar uma postura ativa frente à sua formação.

O engajamento de alunos começa nos processos de captação e retenção dos estudantes e envolve estratégias de relacionamento, investimentos em inovação e adoção de práticas que contribuam para a solução de dificuldades dos graduandos.

Como resultado, a IES adquire um corpo de estudantes envolvido e motivado, que paga as mensalidades em dia, se mantém presente nas aulas, tem melhor desempenho em avaliações e contribui para o estabelecimento de uma boa imagem institucional.

Qual é a relevância dessa métrica para uma IES?

Com a atual crise econômica que já rende uma taxa de desemprego superior a 12%, pensar no engajamento de alunos é fundamental para garantir o pleno funcionamento da IES não apenas como entidade educadora, mas também como um organismo empresarial.

Em meio a tantos desafios da educação no Brasil, esse parâmetro se faz decisivo para o destaque da instituição, o alcance de bons resultados na dinâmica financeira e um desempenho cada vez mais satisfatórios em indicadores como o ENADE.

Dentre os principais benefícios de investir no engajamento dos estudantes estão:

  • o aprimoramento do relacionamento com os docentes;
  • o crescimento do desempenho do estudante;
  • a diminuição dos níveis de inadimplência; e
  • a melhora da reputação da universidade.

Além disso, o engajamento contribui solidamente para a redução da taxa de evasão dos alunos no ensino superior que, de acordo com estatísticas do Censo da Educação Superior, realizado pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), chega a beirar 50% em algumas áreas.

Como incentivar o engajamento de alunos?

Para conseguir tais resultados, é preciso dedicar-se a uma série de fatores que contribuem para o engajamento de alunos. Veja alguns deles:

Mostrar os benefícios para os estudantes

Antes de mais nada, é preciso mostrar aos estudantes os benefícios que o engajamento pode trazer para uma experiência acadêmica mais completa e uma formação consistente como consequência.

Para isso, vale promover palestras, incentivar a participação e a colaboração do corpo de alunos e adotar uma política de transparência nas informações disponibilizadas em relação aos princípios e objetivos da universidade.

Capacitar o corpo docente

Parte do interesse pelo conteúdo vem da forma como acontece o contato com ele. Capacitar o corpo docente e priorizar a contratação de profissionais altamente qualificados proporciona um aproveitamento muito maior em sala de aula.

Essa busca pela melhoria na atuação do professor há tempos permanece em pauta nas iniciativas de gestão universitária. Mais do que nunca, investir nisso proporciona um engajamento de alunos voluntário, já que é por meio da interformação que a sala de aula encontra contextos que favorecem a busca pelo aperfeiçoamento pessoal e profissional (GÁRCIA, 1999).

Otimizar a matriz curricular

Uma profunda análise dos projetos pedagógicos da universidade também é bem-vinda para promover o engajamento de alunos. Por meio de uma otimização da matriz curricular a fim de adequar as principais conjunturas de cada curso e promover uma reestruturação estratégica de pontos que possam se fazer necessárias.

Tal cuidado resulta em um currículo mais atrativo e, ao mesmo tempo, atualizado de acordo com as tendências de ensino e com as novidades de cada área de estudo. Para tanto, é preciso levar em conta aspectos como as exigências do mercado de trabalho, a aderência às inovações tecnológicas e a adoção de metodologias de aprendizagem alternativas.

Usar metodologias ativas

As chamadas metodologias ativas funcionam bem quando se deseja aprimorar a experiência do estudante e garantir o seu interesse em sala de aula. Modelos como o ensino híbrido, a sala de aula invertida e a gamificação refletem uma postura contemporânea em relação ao processo de aprendizagem.

Essa característica contribui para o prazer em aprender amplificado por meio de interações em grupo, atividades práticas e exploração de conteúdo, por exemplo. De acordo com a Learning Pyramid (Pirâmide de Aprendizagem), desenvolvida pelo National Training Laboratories Bethel, esse tipo de processo resulta em uma retenção de informações que pode chegar a 90%.

Implantar um ambiente favorável

Para o professor Venilto Rocha (2012), um ambiente que estimule a convivência e favoreça a aprendizagem contribui fortemente para o envolvimento dos alunos. Segundo suas palavras, esse cuidado é até mesmo convertido em uma necessidade de dedicação.

Cabe às IES, portanto, desenvolver meios para que a estrutura física da universidade seja favorável para a dinâmica de ensino e consequente motivação dos estudantes.

De que forma a tecnologia é uma aliada nesse sentido?

inovação na instituição de ensino superior é sinônimo de um maior engajamento de alunos. A tecnologia faz parte do cotidiano das pessoas e, quando empregada na universidade, traz mais proximidade entre estudantes e professores, facilita o entendimento do conteúdo e promove o dinamismo em sala de aula.

Isso sem contar que recursos como aplicativos e softwares contribuem para a interação de todos, possibilita a resolução de problemas de forma mais rápida e precisa, além de garantir um aprendizado mais consistente e multimodal.

Algumas sugestões são:

  • disponibilizar materiais de estudo em portais e bibliotecas virtuais;
  • utilizar softwares para a resolução de problemas administrativos;
  • produzir conteúdo digital, como podcasts e videoaulas;
  • permitir a entrega de atividades de forma informatizada;
  • promover a comunicação virtual por meio de mídias sociais e aplicativos.

Incentivar o engajamento de alunos é estar a favor do ensino. Em um cenário tão desafiador para a educação como o que se delineia atualmente, promover o envolvimento dos estudantes nos mais variados aspectos da vida em universidade é, ao mesmo tempo, necessário e decisivo.

Gostou do conteúdo? Então aprofunde-se ainda mais lendo nosso post sobre como gerar engajamento em EAD.