O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) é extremamente complexo e composto por vários indicadores de qualidade. O mais conhecido deles é o conceito extraído do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).

Os resultados do Enade são fundamentais para outros indicadores e para a reputação das instituições de ensino superior. O Conceito Preliminar de Curso (CPC), o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC) e o Indicador de Diferença entre os Desempenhos Esperado e Observado (IDD) são influenciados diretamente pelos resultados dos estudantes no Enade.

Mais do que simplesmente avaliar o aprendizado e evolução dos alunos durante o processo de graduação, os resultados do Enade refletem a qualidade das universidades, faculdades e centros universitários, revelando quais caminhos as instituições devem seguir para aprimorar seus processos pedagógicos.

Neste texto, vamos mostrar por que é tão importante analisar os resultados do Enade e quais procedimentos devem ser feitos após a reunião e estudo dos dados dessa análise. Continue a leitura!

O que os resultados do Enade revelam

O Enade vai muito além de ser um simples exame de conhecimento aplicado aos alunos concluintes. A partir de seus resultados, outros indicadores de qualidade são desenvolvidos e verificados, como a evolução dos estudantes ao longo do curso e as habilidades e competências desenvolvidas em suas áreas.

Dessa forma, os resultados do Enade têm fundamental importância para uma IES. E para quem ainda não se convenceu, é válido lembrar que os resultados do Enade são um dos componentes do CPC, indicador que analisa a qualidade de um curso de modo preliminar.

Se todo esse processo se inicia com a avaliação do Enade. Estar atento ao calendário do exame e ao que vem sendo cobrado são determinantes para os estudantes e a instituição obterem sucesso na avaliação.

Confira o cronograma completo do Enade 2017

Calendário Enade 2017

Como se preparar para o Enade

 

Compreender a estrutura do Enade é o primeiro passo para obter resultados satisfatórios no exame. O exame é dividido em duas partes: Formação Geral (FG) e Componente Específico (CE). A FG possui 10 questões sobre temas mais amplos, como sociodiversidade, cidadania, problemas contemporâneos, entre outros. O CE possui 30 questões e avalia as competências e as habilidades exigidas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) do respectivo curso, analisando o perfil do egresso para o exercício da profissão.

O segundo passo consiste em saber o que o Enade está cobrando e valorizando no processo de aprendizagem dos cursos de graduação. Isso envolve os discentes, os docentes e os gestores das IES. As IES devem estar a par das últimas inovações, polêmicas e discussões nas áreas específicas de cada curso. E tudo isso deve ser repassado pelos docentes aos estudantes à luz das competências e habilidades exigidas nas respectivas DCN. Um professor do curso de engenharia civil, por exemplo, deve ensinar aos alunos as últimas inovações nos materiais estruturais de uma edificação.

O terceiro passo consiste em conscientizar os alunos a respeito da função do exame. Afinal, algumas empresas podem estar atentas às notas do Enade e, nesse caso, tenderiam a contratar os profissionais graduados pelos cursos com melhores notas no exame. Como é sabido, as notas do Enade variam entre 5 (excelente), 4 (bom), 3 (intermediário), 2 e 1 (insuficiente).

Mas muito dessa preparação se perde se o quarto passo não for seguido: uma boa infraestrutura oferecida pelas IES aos alunos. Professores qualificados são essenciais, porém bons laboratórios, bibliotecas completas, salas com computadores modernos, salas de multimídia, auditórios e equipamentos tecnológicos são bastante relevantes para a aprendizagem e, consequentemente, para que os estudantes consigam bons resultados no Enade.

A importância da análise dos resultados do Enade

 

Os resultados dos estudantes no Enade podem apontar para pontos positivos e negativos dos cursos e as IES podem fazer uma cuidadosa gestão da aprendizagem, sobretudo considerando o perfil exigido para egresso e as competências e as habilidades necessárias.

Um dos dados que podem ser aferidos nos resultados do Enade é o IDD, que possibilita enxergar o valor agregado pelo curso no desenvolvimento dos alunos concluintes, tendo em vista sua evolução ao ingressar no curso de graduação. A partir do IDD é possível analisar a evolução de habilidades e competências dos alunos e, se necessário, efetuar modificações nos processos pedagógicos.

Uma das medidas possíveis é acompanhar e tornar efetivo aquilo que está previsto no Projeto Pedagógico do Curso (PPC), com especial cuidado para que o conteúdo e a matriz de disciplinas desenvolvam as habilidades e competências necessárias ao egresso. Deve-se evitar qualquer discrepância entre a previsão do PPC e sua real aplicação.

Os insumos do Enade podem também indicar uma deficiência na infraestrutura da IES. A atualização dos conteúdos e as inovações tecnológicas podem ser fatores decisivos. Os dados também permitem comparar o desempenho dos estudantes de diversos cursos, buscando identificar os pontos fortes de cada um e o que os cursos com pontuação maior fizeram e fazem para manter o bom desempenho.

Uma análise séria e efetiva dos resultados do Enade tende a fazer as IES, principalmente as privadas (particulares, comunitárias, confessionais ou filantrópicas), a aprimorarem seus processos pedagógicos. Algumas ferramentas ajudam essas instituições a compreenderem e a utilizarem os resultados do Enade de maneira fácil e produtiva. Faça uma demonstração gratuita aqui e veja como aprimorar a qualidade do ensino de sua instituição.